Na velha Necrópole da urbe estática,
Vale de ossos, mármores insípidos,
Resvalam na nivelação dramática:
Amarguras de tempos esquecidos.
Epitáfios pendidos, lascas no chão,
Cada retalho de túmulo, conta histórias,
Estes deixados às ruínas, quem são?
São incógnitas no cemitério de memórias.
Clamai ó pedras, ossos de mármore,
Por teus mudos hóspedes de outrora,
Silêncio, ressoa um Memento Mori agora.
Glórias e misérias, meu e teu passado;
Aqui tudo cabe, até a derradeira oração,
Deixemo-los descansar, esta última consolação.
Comentários
Postar um comentário